Holanda 0 - 1 España
World Cup FIFA 2010 (Final)
11-Julio-2010
Holanda
- 1 Stekelenburg
- 4 Mathijsen
- 3 Heitinga
- 5 Van Bronckhorst
- 2 Van Der Wiel
- 8 De Jong
- 6 Van Bommel
- 9 Van Persie
- 10 Sneijder
- 7 Kuyt
- 11 Robben
Suplentes:
- 13 A. Ooijer
- 23 R. Van der Vaart
- 21 K. Huntelaar
- 19 R. Babel
- 16 M. Vorm
- 15 E. Braafheid
- 17 E. Elia
- 12 K. Boulahrouz
Treinador:
Bert van Marwijk
Mudanças:
-
Minuto 71
E. Elia por Kuyt
Minuto 99
R. Van der Vaart por De Jong
Minuto 105
E. Braafheid por Van Bronckhorst
Gols:
Data: 11-Julho-2010Estadio: Estadio Soccer City (Johannesburgo)
Espectadores: 84490
Árbitro: Howard Webb (ENG)
España
- 1 Iker Casillas
- 15 S. Ramos
- 3 G. Piqué
- 5 C. Puyol
- 11 Capdevila
- 16 S. Busquets
- 14 X. Alonso
- 18 Pedro
- 6 Xavi
- 8 A. Iniesta
- 7 D. Villa
Suplentes:
- 4 Marchena
- 23 Reina
- 9 F. Torres
- 10 Cesc Fábregas
- 22 J. Navas
- 19 F. Llorente
- 21 D. Silva
- 13 J. Mata
Treinador:
Vicente del Bosque
Mudanças:
-
Minuto 60
Navas por Pedro
Minuto 87
Cesc Fábregas por Xabi Alonso
Minuto 106
Fernando Torres por D. Villa
Gols:
-
0-1 A. Iniesta (115)
Espanha, foi proclamado Campeão do Mundo, sendo fiel a um modelo de jogo que, ao invés seu rival sim atraiçoou.
De inicio o plano estratégico do jogo de ambas equipes foi muito diferente. Espanha apostou por seu 1-4-3-3 e Holanda por um 1-4-2-3-1. Se bem a seleção espanhola acostuma utilizar a constante incorporação de Xavi por diante de os dois meios, o que faz confundir a qualquer na utilização da formação de jogo. A maior diferencia no posicionamento sobre o campo plasma-se na localização dos pontas exteriores, os espanhóis estão a altura do dianteiro mais avançado e os exteriores holandeses formam um trio por detrás do jogador mais avançado.
Desde o começo Espanha mostrou-se com maiores argumentos mais que Holanda, toda a qualidade dos tulipas residia no tridente Robben-Sneijder-Van Persie, mas a fortaleza defensiva espanhola impediu qualquer surpresa.
Segundo passavam os minutos e depois de uma saída fulgurante da Espanha o jogo igualar-se-ia. O roteiro na segunda parte continuaria, entrando em uma toma e dama que a ponto esteve de custar-lhe caro a Espanha de não ser pela intervenção de Casillas ante um Robben que ficou só para marcar-lhe trás uma assistência de Sneijder.
Até que na prorroga apareceu Iniesta para pôr a justiça do lado da equipe que mais intentou jogar, não só na final senão em todo o Campeonato.
O MELHOR
A atuação de Iker Casillas, não pode deixar-se sem destacar. A pesar de que achaca-se lhe uma temporada algo dubitativa nas suas atuações apareceu no momento que devia fazê-lo, os três últimos jogos aportou a seguridade a sua seleção desde a base de uma equipe, a trave. O acerto de Don Vicente Del Bosque. Soube manter o espírito da equipe que herdou de Luis Aragonés. Ademais mostrou sapiência na direção do jogo acertando sempre com as mudanças que a equipe necessitava.
O PIOR
A atuação do arbitro inglês pôs rubrica a pior atuação em toda a Historia dos Mundiais de Futebol. A não expulsão de De Jong com sua entrada sobre Xavi Alonso privou a Espanha de jogar durante muitos minutos em superioridade numérica desde a primeira parte do encontro.
SALA DE IMPRENSA:
VICENTE DEL BOSQUE (Selecionador de Espanha)
“Este titulo cobrou impulso em 2008 quando Espanha ganhou a Eurocopa. Isto é a continuação daquilo. Encontramos-nos com uma boa herança e não temos apagado aqueles rastros porque a linha estava bem marcada, ainda que, como é lógico, introduzimos algumas pequenas mudanças”.
“Todos os povos da Espanha apoiaram-nos muito, sabemos que ali existe uma alegria imensa e estamos muito contentos. Devemo-lo todo a esses magníficos jogadores”. “Esta final prestigiou ao futebol de qualidade e de ataque e como contraponto a isso, as equipes pressionaram-nos muito, mas creio que o futebol vai adiante. Esta final o tem premiado.
BERT VAN MARWIJK (Selecionador de Holanda)
O treinador da seleção holandesa, admitiu em conferência de imprensa trás a derrota sofrida por sua equipe na grande final da Copa Mundial 2010 que “ganhou o melhor”.
“Houve faltas das duas equipes, não é nosso estilo de jogo cometer essas terríveis faltas, é uma final, mas os espanhóis também cometeram faltas mas quero ser claro, ganhou a melhor equipe”.
ANDRES INIESTA (Jogador Seleção Espanhola)
“Tem sido um trabalho incrível de todos, todavia não sabemos o alcance que tem isto e iremo-lo assimilando as os poucos.
A variante defensiva holandesa, adiantando um jogador da linha de três do sistema-formação 1-4-2-3-1. A saída da bola de Espanha volveu-se previsível ante a boa pressão dos jogadores holandeses. Ante o inicio do jogo em curto o meia ponta (Sneijder) localizava-se a altura do jogador mais avançado para inquietar a canalização da ofensiva espanhola por meio dos centrais. Os dois meios centros, por detrás emparelhavam-se com Busquets e Xabi Alonso, fechando assim o jogo interior. A ação completava-se com grandes doses de jogo violento.
Os desenhos táticos de ambas seleções. Os papeis mudados se atendemos aos sistemas de jogo utilizados ao longo da historia por ambas seleções. Espanha utilizou o 1-4-3-3 que tantos êxitos tem dado a nível de clubes as equipes holandesas. Os tulipas dispuseram sobre o terreno de jogo um mais conservador 1-4-2-3-1. A posição de Xavi é uma variante em o 1-4-3-3, se bem em muitas fases do jogo decompunha-se em um quadro (2-2) devido a aparição de Iniesta por dentro em meio campo.
Com a entrada de Navas e Cesc Fábregas, o selecionador espanhol pretendeu dotar de maior capacidade de penetração a equipe. O jogador sevillista não limitou-se a jogar no posto em banda senão que apareceu por dentro, criando desajustes na defesa holandesa. Cesc incrementou a possessão da bola, e gerou maior mobilidade ofensiva mediante constantes rotações com Busquets e Xavi, para alternar a continuação do ataque no centro do campo
ESTADÍSTICAS
| Holanda | Espanha | |
| 0 | Gols | 1 |
| 5 | Remates a porta | 6 |
| 8 | Tiros Fora | 13 |
| 28 | Faltas cometidas | 19 |
| 6 | Escanteios | 8 |
| 7 | Foras de jogo | 6 |
| 43 % | Possessão da Bola | 57 % |
As Chaves
A primeira delas era impedir a conexão por dentro com os meios mediante a utilização da variante 1-4-4-2 donde Sneijder saia com Van Persie a pressionar a os centrais espanhóis. A segunda consistia na pressão de três jogadores sobre os saques que devia realizar Casillas, impedindo a construção combinativa da equipe de Del Bosque.
A defesa holandesa teve muitos problemas para ajustar os desequilíbrios que provoca o jogador sevillista sobre seu marcador. Cesc aumentou a capacidade de possessão da bola, depois de substituir a Xavi Alonso cansado. As ações a bola parada, puderam ser uma vez mais a chave do triunfo final para qualquer das duas equipes. Se na primeira parte Espanha teve suas opções no segundo tempo estiveram repartidas.
Dois fatores fundamentais não só da segunda parte senão de todo o jogo, resultaram chaves para o desenlace final.
A fé em um modelo de jogo e a excelente preparação física que mostraram os jogadores espanhóis. A preparação que traíam de seus times e o complemento de Javier Miñano em esses dias formam parte de um apartado importantíssimo neste tipo de campeonatos. Desde antes da Eurocopa, Espanha, ensina ao resto do mundo a melhor maneira de jogar ao Futebol. Só faltava o Mundial: já o temos.

